Colheitas Abundantes e Terra Próspera com Biofertilizantes

Quando cuidamos de um vaso de flor, um canteiro ou uma árvore frutífera sempre pensamos no “adubo”, na nutrição que vamos oferecer para que se desenvolva forte e saudável (um parênteses:  viu só, tudo na vida gira em torno da alimentação, seja para humanos, para animais ou plantas, ou seja, precisamos dar mais atenção a esse tema e identificar o que nos “biofertiliza”).

No dicionário da Língua Portuguesa, “biofertilizante” é um adubo orgânico obtido por biodigestão e que contém alto teor de  nitrogênio e baixo teor de carbonoPossuem compostos bioativos, resultantes da biodigestão de compostos orgânicos de origem animal e vegetal. Em seu conteúdo são encontradas células vivas ou latentes de microrganismos de metabolismo aeróbico, anaeróbico e fermentação (bactérias, leveduras, algas e fungos filamentosos) e também metabólitos e quelatos organominerais em solutos aquoso.

Os biofertilizantes não causam problemas de salinização do solo, enquanto que os fertilizantes químicos são grandes causadores da desestruturação e salinização do solo. Promovem a autosuficiência na propriedade, com produção de alimentos mais saudáveis, além de, ser um de extrema importância para um manejo agroecológico da propriedade.

Um pouco mais de teoria:

Existem alguns tipos de biofertilizantes como:

  • biofertilizantes simples (com um ou mais nutrientes de plantas);
  • biofertilizantes compostos (mistura de dois ou mais biofertilizantes simples);
  • biofertilizantes enriquecidos (enriquecido de nutrientes minerais, principio ativo ou agente capaz de melhorar suas características físicas, químicas ou biológicas).

Biofertilizantes líquidos são produtos naturais obtidos da fermentação de materiais orgânicos com água, na presença ou ausência de ar (processos aeróbicos ou anaeróbicos). Podem possuir composição altamente complexa e variável, dependendo do material empregado, contendo quase todos os macro e micro elementos necessários à nutrição vegetal.

Biofertilizantes anaeróbicos tem uma preparação prática a base de insumos agroecológicos de baixo custo que utilizam recursos localmente disponíveis (ingredientes adaptáveis) com o fim de rapidamente alcançar uma nutrição equilibrada de cultivos e aumentar as suas defesas contra pragas e doenças sem prejuízos ambientais ou na saúde.

Percebeu que nos parágrafos acima grifei algumas palavras? pois é, quer dizer que para a produção de adubo temos que entender e aprender a usar o que a natureza mesmo nos fornece.

Pensa comigo, tem alguém no meio das florestas adubando o solo ou espalhando NPK?
Claro que não, né?! tá, mas então, como todo esse contingente verde se alimenta se não estamos lá interferindo ou adicionando adubos químicos, fertilizantes, controladores de pragas e outros tantos produtos sintéticos que estão a venda nas prateleiras das agropecuárias e sindicatos, pois como sempre ouvimos falar “se não usar, não nasce nada!”

Na verdade não precisamos alimentar as plantas, precisamos nutrir o solo, mantendo-o coberto apenas copiando o que a natureza faz. As folhas caem, os cipós derrubam as árvores velhas e doentes abrindo clareiras e deitando muita matéria orgânica para se decompor criando um ambiente favorável para a proliferação de fungos, bactérias e uma infinidade de micro-organismos.

Como disse a mestra Ana Primavesi: “O fundamental é manter o solo vivo; assim se conseguem lavouras extremamente produtivas e saudáveis”, diz ela, exemplificando: “Uma planta precisa de 45 nutrientes para crescer bem, e não apenas três (nitrogênio, fósforo e potássio), como prega a agricultura convencional, que é feita sobre um solo morto.”

Esse assunto é lindo e precisamos nos apropriar dele. Foi por isso que convidei Guilherme Vidal, agrônomo na Biomovement Ambiental, que auxilia a empresa em estudos e disseminação da tecnologia dos Biodigestores Homebiogas para o setor Agro nacional para uma conversa no dia 4 de fevereiro no nosso canal do Youtube. Formado pela ESALQ/USP, trabalha com agriculturas de cunho ecológico desde a graduação. Em sua trajetória profissional trabalhou na Casa de Agricultura Ecológica de Parelheiros, ATER para os produtores da região, presta consultoria em Agricultura Orgânica e Agroecologia no município de São Paulo e região. Foi Agente de Pesquisas para o IPCA – IBGE, Técnico e Fiscal de feira na AAO – Associação de Agricultura Orgânica. 

Há quase dois anos instalamos o sistema Homebiogas 2.0 aqui em casa que além de gerar o gás de cozinha nos entrega de 2 a 3 litros diários de biofertilizante que eu utilizo direto na horta e por tudo aqui no pátio. É um ganho adicional do sistema que representa uma grande economia já que não preciso comprar fora. Vem comigo nesta conversa, vamos conhecer e aprender mais juntos!

Veja que sensível o parágrafo que extraí da página 57 do livro “O Chamado das Árvores” de Dorothy Maclean:

“Vocês seres humanos são parte de toda a vida, atingiram fisicamente o auge da manifestação da Terra, há em vocês algo que se harmoniza com toda a vida no planeta. Nós, árvores, guardiãs enraizadas da superfície, convertemos as forças superiores para a Terra através do solo, e temos um presente especial para vocês nestes tempos de pressa. empenho e muito trabalho. Somos força serena, resistência, louvor, sintonia afinada, tudo isso que tanto falta no mundo.”

Te convido a refletir sobre este assunto. Como você tem tratado, alimentado o solo que você pisa ou se você nunca parou para pensar nisso. Topa?!

Há, o pessoal da Homebiogas preparou um material tri legal sobre biofertilizantes para nós e você pode fazer download clicando aqui no link https://verdeshabitos.com.br/e-book-bio-fertilizante/

 

Fontes para consultas adicionais:
http://www.unemat.br/

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